domingo, 13 de agosto de 2023

APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA

 A aprendizagem significativa adquire e armazena ideias

Conforme Pelizzari (2002), na década de 60, David Paul Ausubel, psicólogo norte-americano, formulou a teoria da aprendizagem significativa, diferenciando-a da aprendizagem mecânica, fornecendo orientações e instruções úteis ao ato de ensinar e à compreensão da aprendizagem, a partir de uma nova visão. 

Ausubel (apud MOREIRA, 1997, p.1), “A aprendizagem significativa é o mecanismo humano, por excelência, para adquirir e armazenar a vasta quantidade de ideias e informações representadas em qualquer campo de conhecimento”. Para que o mecanismo seja acionado, é preciso que o aprendiz já possua algum conhecimento prévio, ou seja, já deve existir uma estrutura cognitiva em funcionamento. 

A aprendizagem pode ser considerada significativa quando novos conhecimentos (conceitos, ideias, proposições, modelos, fórmulas) passam a significar algo para o aprendiz, quando ele é capaz de explicar com suas próprias palavras e quando é capaz de resolver problemas novos.

Para que a aprendizagem significativa ocorra é necessária a existência de três fatores, que são a existência de material na estrutura cognitiva do sujeito, a predisposição para aprender, e o esforço decidido para aprender, no sentido cognitivo e afetivo. 

Moreira (2003, p.2), explica: “Essa aprendizagem se caracteriza pela interação entre os novos conhecimentos e aqueles especificamente relevantes já existentes na estrutura cognitiva do sujeito que aprende, os quais constituem, segundo Ausubel e Novak (1980), o mais importante fator para a transformação dos significados lógicos, potencialmente significativos, dos materiais de aprendizagem em significados psicológicos”. 

É importante ressaltar que a teoria de Ausubel é uma teoria de aprendizagem em sala de aula. Portanto, sua teoria fornece subsídios e favorece a compreensão das estratégias que o professor pode selecionar ou construir para efetivamente ensinar. No entanto, a responsabilidade pela aquisição de conhecimentos não depende apenas do professor. Ao contrário, depende muito do aluno. Enquanto o papel do professor é ser o facilitador do processo, o do aluno é decidir se quer aprender significativamente ou não. 

Se o material de estudo não tem significado para o aprendiz, se não tem uma relação com a estrutura cognitiva, a aprendizagem será mecânica. Moreira (2003) diz que para Ausubel, a linguagem é o processo que permite a interação social entre os sujeitos, por isso ela é um fator importante na aprendizagem. Da mesma forma, a afetividade é outro fator relevante, sendo necessário que o aprendiz esteja predisposto a incorporar o novo material à sua estrutura cognitiva. 

Moreira (2003, p.13), afirma que uma das condições para que ocorra a aprendizagem significativa é a predisposição para aprender e há entre a condição e a predisposição uma relação circular, pois a aprendizagem já ocorrida e internalizada, produz um interesse em aprender, ou uma predisposição que é transformada em atitudes e sentimentos positivos que facilitam a aprendizagem. 

Aprendizagem significativa é uma expressão muito usada em educação nos dias atuais. Vale ressaltar que, no entanto, isso não significa que o discurso representa um conhecimento teórico do termo e da teoria criada e construída por Ausubel. 

Moreira (2003, p.17), acredita que a teoria de Ausubel “é a que mais oferece, explicitamente, diretrizes instrucionais, princípios e estratégias que se pode vislumbrar mais facilmente como por em prática, que estão mais perto da sala de aula”. O resultado é uma metodologia facilitadora da aprendizagem. 

A partir das ideias de Ausubel, Novak desenvolve a noção de mapas conceituais. Moreira explica que os mapas conceituais não são autoexplicativos. Quem o faz é quem o explica. Os conceitos mais relevantes ficam nos retângulos. O conceito-chave deve aparecer em destaque. As linhas simbolizam as relações entre os conceitos. As palavras escritas sobre as linhas devem dar a ideia de proposições que expressam as relações entre os conceitos.

Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO

quarta-feira, 9 de agosto de 2023

3º BIMESTRE ATIVIDADE DOS VÍDEOS

 ATIVIDADE DOS VÍDEOS

3,0 PONTOS


EM GRUPO, DISCUTIR AS IDEIAS QUE CADA PROPOSTA DE ORGANIZAÇÃO DE TEMPO E ESPAÇO SÃO APRESENTADAS NOS DOIS VÍDEOS.

CONISDEREM AS DIFERENÇAS E SEMELHANÇAS, APONTEM OS ASPECTOS, SEGUNDO VOCÊS, POSITIVOS E NEGATIVOS.

DESTAQUEM OS CONCEITOS EDUCACIONAIS E DIDÁTICOS QUE VOCÊS NÃO CONHECIAM E PERCEBERAM NOS VÍDEOS.


FAZER RESUMO E APRESENTAR NA PRÓXIMA AULA APÓS O VÍDEO.

VÍDEO ORGANIZAÇÃO DO TEMPO E ESPAÇO NA ESCOLA

 

domingo, 6 de agosto de 2023

QUANDO SINTO QUE JÁ SEI

 DOCUMENTÁRIO 

QUANDO SINTO QUE JÁ SEI

O documentário explora formatos de escola alternativa pelo Brasil

A fim de explorar essas novas maneiras de aprender que estão surgindo e se consolidando pelo Brasil, nasceu o documentário independente: Quando Sinto que Já Sei. O filme percorreu o país mostrando diversos projetos com propostas educacionais inovadoras, baseadas na participação e na autonomia de cada pequeno ser humano. São depoimentos de crianças, pais, professores, educadores, diretores e pessoas das mais diversas áreas, todas com o mesmo desejo: romper com o modelo convencional de escola. 

Ana Clara Oliveira

Jornalista e editora do Blog da Leiturinha

DOCUMENTÁRIO QUE TRAZ À DISCUSSÃO A TEMÁTICA SOBRE O TRABALHO REALIZADO PELA ESCOLA, O TRABALHO PEDAGÓGICO E A FORMAÇÃO HUMANA.

VAMOS ASSISTIR?

MAS ANTES, VAMOS PENSAR E RESPONDER INTIMAMENTE:

O QUE É A ESCOLA HOJE PRA VOCÊ?

COMO PODEMOS DEFINIR ESCOLA PRA NÓS?

QUAL O PAPEL DA ESCOLA ATUAL?

QUAIS AS VANTAGENS E DESAFIOS QUE ESSA INSTITUIÇÃO TEM HOJE?

SERÁ QUE ELA CONSEGUE CUMPRIR SEU PAPEL APONTADO NA LEI E NOS IDEAIS DO PAÍS?

O QUE É PRECISO? O QUE TEMOS FEITO?



quarta-feira, 2 de agosto de 2023

1ª ATIVIDADE DO 3º BIMESTRE PARA CDPEF E PEOSE

 1ª ATIVIDADE DO 3º BIMESTRE (2,0)

CONTEMPLANDO PEOSE E CDPEF

DE ACORDO COM A LDB9394/96 O ENSINO FUNDAMENTAL TEM POR OBJETIVO A FORMAÇÃO BÁISCA DO CIDADÃO, MEDIANTE ASPECTOS QUE DEVEM SER ATENDIDOS NO ARTIGO 32.

ESCOLHA UM DOS ASPECTOS APONTADOS PELOS INCISOS I, II, III OU IV.

APÓS, PESQUISE UM LIVRO INFANTIL QUE ATENDA AOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FAUNMENTAL, CUJA TEMÁTICA ATENDA AO INCISO ESCOLHIDO.

POSTO NA SUA TIMELINE DO FACE OU INSTAGRAM COM O TÍTULO: DICAS PARA TRABALHAR NAS SÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL.

POSTE APÓS:

 A SINOPSE DO LIVRO

A FOTO DA CAPA

E O INCISO AO QUAL ATENDE, CITANDO O ARTIGO 32 DA LDB.

Art. 32. O ensino fundamental obrigatório, com duração de 9 (nove) anos, gratuito na escola pública, iniciando-se aos 6 (seis) anos de idade, terá por objetivo a formação básica do cidadão, mediante:             (Redação dada pela Lei nº 11.274, de 2006)

I - o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo;

II - a compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da tecnologia, das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade;

III - o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em vista a aquisição de conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e valores;

IV - o fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de solidariedade humana e de tolerância recíproca em que se assenta a vida social.


segunda-feira, 31 de julho de 2023

PLANEJAMENDO A AULA: ORGANIZAÇÃO DO TEMPO E ESPAÇO ESCOLAR


A BNCC nos convida a refletir sobre o que vamos ensinar, para que possamos desenvolver competências e habilidades que garantam a formação integral de nossos alunos. Por isso, este é um dos principais pontos que o educador deve levar em consideração no momento em que estiver planejando aula.

Isso porque, esse olhar nos remete a rever a organização curricular utilizada em nossa escola e quais as metodologias que escolheremos para que tudo seja possível e o processo de ensino e aprendizagem seja eficaz.

Parece, à primeira vista, que pensar nos tempos escolares e na organização dos espaços físicos não seja algo que mereça a atenção necessária, pois os tempos da escola (horários de aula, números de aulas para cada área do conhecimento, ano letivo, calendário) e os espaços (organização das carteiras, divisão dos ambientes) já são determinados.

Mas o tempo e o espaço são estruturantes para a cultura escolar, são ordens a serem aprendidas e influenciam diretamente na dinâmica social e cultural. Aprendemos com o tempo e com os lugares. São ferramentas pedagógicas e, portanto, devem nos orientar enquanto estivermos planejando aula.


3ºBIMESTRE DISCUTIR A DIVERSIDADE, O TEMPO E O ESPAÇO NA ESCOLA. O QUE SIGNIFICA?

 


Discutir a diversidade, o tempo e o espaço na escola: o que significa?

Liliamar Hoça

A imagem concebida historicamente da escola, na qual crianças de determinadas idades frequentariam um espaço projetado para ensinar em períodos fixos de tempo, não corresponde à imagem, tampouco à realidade hoje difundidas. Quem conhece a escola de ensino fundamental sabe muito bem como cada dia se configura. Tanto alunos como professores não são apenas sujeitos contemplativos na instituição. No cotidiano, os professores se deparam com muitos desafios advindos de aspectos administrativos, políticos, pedagógicos. Entrelaçado aos referidos desafios está a busca por compreender o significado da diversidade em sala de aula e chegar ao ponto de desenvolver um trabalho pedagógico voltado a tal questão. Mas o que pressupõe (presumir) para a escola, para o professor e para os alunos a questão da diversidade?

Caso os alunos fossem questionados acerca da diversidade, poderiam responder como Tatiana Belinky em sua obra, cujo título é Diversidade: Diversidade - Um é feioso...  Outro é bonito...  Um é certinho.... Outro, esquisito. Ou até assim: Um é ligeiro... outro é mais lento... um é branquelo... outro é sardento. A resposta dos alunos poderia também deixar muitas pessoas a pensar, pois poderiam dizer: Um carrancudo... outro, tristonho... um divertido... outro, enfadonho. Porém, não é possível deixar de mencionar o quanto os alunos se percebem marginalizados quando, em determinadas atividades propostas em sala de aula, precisam seguir um padrãosegundo o qual pouco podem expressar de sua maneira de compreender ou não, e interagem como necessitam seus docentes.

Sob a ótica do professor, a diversidade pressupõe mudanças na dinâmica de relações com os alunos, alterações nas atividades diárias, de modo que todos possam alcançar um nível de reflexão, expressem seu pensamento e trabalhem juntos, partindo de suas possibilidades intrínsecas. Assim, com o intuito de garantir a plenitude do processo, se faz necessário revisar determinadas práticas, principalmente aquelas relacionadas à organização dos grupos de trabalho em sala de aula e fora dela, bem como às questões voltadas ao tempo e ao espaço. Em outras palavras, é imprescindível ao docente conhecer mais e melhor a questão da aprendizagem, perceber a importância em se conhecer enquanto pessoa passível e carente de aprendizado, e que seu modo de aprender tem um elo com sua forma de ensinar.

O docente, para tratar da diversidade, precisa rediscutir atitudes e/oatividades de caráter homogeneizador, presentes nos muitos processos de aprendizagem.

O dito popular o Sol nasce para todos, na relação ensino-aprendizado, pode representar uma cruel realidade, pois todos os alunos são expostos ao mesmo tipo de atividade, modelo de ensino e parâmetros de avaliação. Cada estudante tem seu ritmo, tempo próprio, experiência prévia, particular motivação diante da escolaridade e modo de conhecer único, além de estabelecer referenciais, a fim de se localizar e reconhecer no espaço escolar.

Para a escola tratar da diversidade, será necessário repensar o projeto pedagógico, a organização do tempo e do espaço, considerando a necessidade de compreender quanto e como o tempo é despendido em atividades significativas para o desenvolvimento dos conteúdos, quais espaços são utilizados e com qual intenção. Enfim, questionar o que representa tempo e espaço na aprendizagem.

A diversidade pressupõe que os envolvidos no processo educativo concebam a aprendizagem como a interação entre a natureza e o meio. Segundo Coll (1996, p.334) o aluno precisa sentir-se à vontade e confiante nas relações com os adultos com os quais interage, mas também que a recíproca seja verdadeira.

Lima (1999, p.8) apresenta uma questão muito relevante sobre a aprendizagem e a relação com o tempo, quando afirma que o planejamento não deve antever apenas situações de aprendizagem, mas deve também prever o planejamento do tempo necessário à execução e reflexão no que concerne às referidas situações. O aluno poderá então estabelecer relações elaboradas, processar a informação, reformular a ação. Portanto, refletir sobre a questão do tempo e do espaço no planejamento das atividades escolares traduz-se em um eixo muito importante para o desenvolvimento de ações que auxiliem tanto professores quanto alunos.